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Abe propõe reativar usinas nucleares no Japão para estimular reconstrução

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, sugeriu novamente nesta segunda-feira que o país retome a produção de energia nuclear com a intenção de impulsionar a reconstrução das regiões devastadas pelo tsunami de 2011, em uma decisão que tomará após garantir a segurança das centrais nucleares.

‘A reconstrução será dura sem uma fonte barata e estável de energia’, afirmou Abe durante sua visita ontem à província de Fukushima, onde fica a usina de Daiichi, epicentro da crise nuclear, informou hoje o jornal ‘Nikkei’.

O Japão, que só mantém em operação dois de seus mais de 50 reatores nucleares, aumentou substancialmente a importação de hidrocarbonetos para poder alimentar as centrais térmicas e garantir o fornecimento de energia elétrica, após o fechamento das usinas nucleares, que forneciam 30% da energia do país antes do acidente.

usinas nucleares do JapaoNo entanto, Abe condicionou a reabertura das usinas nucleares à sua confiabilidade. ‘Vou tomar uma decisão após avaliar a segurança’, afirmou. Também disse que espera tomar ‘uma decisão global’ com base em todas as condições.

A ideia de Abe é ‘dissipar os rumores prejudiciais’ sobre a situação do país após o acidente em Fukushima, o pior desde Chernobyl em 1986, antes de estudar a reabertura das usinas nucleares e, assim, reduzir a enorme despesa das importações de energia.

Em sua visita a Fukushima, a segunda desde que assumiu o poder em dezembro, o primeiro-ministro foi à cidade agrícola de Koriyama, onde existe uma grande preocupação social com a contaminação radioativa de alimentos e plantações, detalhou o ‘Nikkei’.

Também foi à cidade de Tomioka e à região comercial de Namie, dentro da zona de exclusão decretada pelo governo no entrono da usina de Fukushima, onde prometeu acelerar a reconstrução.

Em sua viagem anterior a Fukushima em dezembro, Abe comentou pela primeira vez a possibilidade de reativar as usinas nucleares do país e não descartou a construção de novos reatores, apesar da preocupação de grande parte da sociedade e dos protestos dos movimentos antinucleares.
Fonte: G1 com EFE | imagem: revista Escola

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