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Chineses estão perdendo interesse em trabalhar no Japão, diz mídia

Dados mostram que número de estagiários chineses caiu de 107 mil em 2013 para 89 mil em 2015

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O sistema de estágios do governo do Japão, frequentemente criticado por explorar mão de obra barata de países da Ásia, pode estar prestes a sofrer uma crise em consequência das condições de trabalho.

A agência de notícias Xinhua divulgou recentemente uma reportagem sobre a perda de interesse dos chineses em trabalhar no Japão.

O Japão sempre foi um excelente alvo para os trabalhadores que querem juntar dinheiro no exterior. Por ser um país com uma excelente organização social e por ter um serviço atencioso, o arquipélago é também um das nações mais atrativas aos turistas chineses.

Porém, a “atração” relacionada às condições de trabalho vem caindo para os residentes do país vizinho.

Na reportagem, um porta-voz de uma organização que presta serviços para trabalhar no exterior, focada na província de Shandong (ao oeste da China), disse que a procura para trabalhar no Japão está cada vez mais baixa.

“Os salários vem aumentando na China e isso faz com que muitas pessoas prefiram trabalhar no país de origem. Os jovens também não querem largar suas terras natais para enfrentar trabalhos rigorosos em outro país”, sugeriu.

Os dados do Ministério da Justiça do Japão provam que, de fato, o interesse chinês pelo arquipélago já não é mais o mesmo. Em 2013, 107.174 residentes da China faziam parte do programa de estágios. Em 2014, o número caiu para 100.093 e, em 2015, para 89.086 estagiários.

No fim de outubro, uma reunião na câmara baixa do parlamento japonês decidiu ampliar as possibilidades de estágio também para as instituições que cuidam de idosos. O governo quer agora que estrangeiros venham trabalhar como cuidador de idosos, mas as candidaturas podem não atender as expectativas.

“Não é apenas a técnica, há ainda a rigorosa exigência de falar bem japonês. Além disso, há poucas pessoas interessadas em trabalhar cuidando de idosos aqui na China, quem dirá no Japão”, comentou o funcionário.

Questões que envolvem as melhorias do mercado de trabalho chinês e a preferência dos nativos pesam, mas não são as únicas justificativas para esta mudança.

O sistema de estágios do governo japonês não possui meios de fiscalização atualmente e muitos estrangeiros acabam sofrendo abusos em seus locais de trabalho. Esta realidade já provocou fugas, suicídios e processos na justiça contra as empresas.

As experiências de quem já atuou como estagiário no Japão e as notícias sobre o assunto foram responsáveis por construir uma imagem negativa em muitos chineses, o que influência também no baixo interesse.
Fonte: Alternativa

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