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Médico japonês que clinicou até os 105 anos morre deixando legados

O médico Shigeaki Hinohara partiu com 105 anos, deixando para o Japão a medicina preventiva e humanizada
Shigeaki Hinohara
Ele nasceu na província de Yamaguchi, em 4 de outubro de 1911. Filho de um pastor da igreja metodista, cresceu cristão e estudou em escolas cristãs. Depois de se formar em Ciências, ingressa na Faculdade de Medicina da Universidade Imperial de Quioto. De lá, nunca mais deixou a medicina na sua vida. Com um currículo invejável, o médico Shigeaki Hinohara obteve doutorado pela mesma universidade onde foi acadêmico, mais tarde outro doutorado pela Universidade Thomas Jefferson University e outro pela McMaster.

Na sua carreira como médico, desde o Hospital Internacional São Lucas, em Tóquio, ele se empenhou no aprimoramento educacional da enfermagem. Mais tarde, engajou-se em várias frentes, sempre priorizando a vida, o ser humano.

Médico japonês que introduziu a medicina preventiva
Pioneiro no check up médico conhecido como ningen doc (人間ドック), introduziu o sistema nos hospitais privados do Japão. Sua intenção sempre foi a prática da medicina preventiva.

Teve uma vida pautada por eventos históricos, como ter sido apanhado como refém por 4 dias no sequestro do Yodogo em 1970. Como diretor do Hospital São Lucas, em 1995, no grave incidente do caso sarin, ele tomou a iniciativa de receber 640 vítimas para tratá-las.

Como médico, valorização da vida era sua missão
Em 2001, tornou-se autor best seller com o livro Ikikata Jouzu (生きかた上手) ou saber viver bem, na tradução livre. Ele realizava palestras em todo o Japão para transmitir seus conhecimentos sobre a vida e o bem estar.

Ele foi um médico que, nos últimos anos, esclarecia a sociedade sobre as doenças relacionadas com o estilo de vida ou seikatsu shukanbyo (生活習慣病). Também se preocupava com os idosos, para que eles possam viver com qualidade de vida.

Segundo seus familiares, ele desejava viver até as Olimpíadas de Tóquio. No entanto, em março deste ano, descobriu-se uma pneumonia, quando se internou.

Médico escolheu se tratar em casa
O médico que clinicou até adoecer, escolheu receber tratamento em casa. Segundo seu filho, ele sempre agradecia aos familiares. “Depois do caso do sequestro, ele decidiu dedicar sua vida prestando serviços à sociedade, como uma missão sagrada. Acredito que ele tenha cumprido, sem ter deixado nada para trás”, disse o filho para a NHK.

Hinohara deixou muitos legados para o Japão, atravessando várias gerações. Seu último suspiro foi dado nesta manhã de terça-feira, por insuficiência respiratória. Nesta data a sociedade médica e o país estão em luto.
Fontes: Portal Mie com NHK, Jiji e Mainichi

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